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O futuro do País A infância tem sido vítima de Governos negligentes
Agência Unipress Internacional Colaborou: Letícia Namorato
REDAÇÃO – Brasil, país onde há milhares de crianças vivendo em
situações caóticas. Aqueles que representam o futuro do País estão sendo vítimas
de estupro, violência e sendo usados no tráfico e na prostituição. Os casos mais
preocupantes e que são temas de discussões são os de crianças de rua e jovens
infratores. Eles não têm o amor da família, nem educação adequada. Quinze anos
depois da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ainda se discute
problemas de negligência por parte do Governo.
O
desembargador Siro Darlan acredita que o ECA tem sido muito importante na vida
das crianças e dos adolescentes. Porém, falta seriedade das autoridades para cumpri-lo.
“A Lei é tão perfeita que foi copiada por 14 nações do planeta. Só precisa ser
executada pelas autoridades e pela sociedade. A deficiência não está na lei, mas
nos aplicadores dela”, adverte.
O desembargador explica que o Estatuto
determina prioridade máxima e proteção integral às crianças. Todavia, esse cuidado
não está existindo por parte dos administradores públicos. “É por isso que há
crianças nas ruas sendo exploradas pelo narcotráfico e coisas desse tipo. Isso
tudo é culpa dos agentes que deveriam estar executando a lei, mas não estão”,
afirma.
Siro Darlan admite que com apenas 15 anos o ECA ainda tem pouco
tempo de existência. “No entanto, observa-se que já há uma cultura diferente no
País. Mas isso é um processo que leva tempo; ainda há muito a fazer pela cidadania
das crianças. Já houve progressos como o conhecimento da lei por parte de todos
e a discussão sobre sua eficácia” diz.
“Agora só é preciso que as autoridades
se conscientizem da prioridade absoluta do tema e cumpra o compromisso assumido
pelo Brasil com a comunidade internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU).
O País prometeu fazer cumprir o Estatudo da Criança e do Adolescente e não está
cumprindo com o seu dever”, argumenta.
Descaso do poder
Não
existem dados concretos quanto ao número de crianças e adolescentes que perambulam
pelas ruas brasileiras. No entanto, são milhares os que estão abandonados pelas
famílias e pelo poder público. Para o Desembargador Siro Darlan, “o motivo de
elas estarem nas ruas deve-se à falta de política pública do município. Além disso,
o fato de cometerem infrações é conseqüência do abandono da família e do poder
público”, declara.
O desembargador conclui que as condições das Febem
e Degase são caóticas. “Os meninos estão privados da liberdade. Em nenhum desses
lugares você vê o Estado cumprir a Lei”, finaliza.
Um estudo divulgado
pela Human Rights Watch, confirmou os dados obtidos pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), em 2003. O relatório analisou a situação de dez mil
jovens detidos em 190 instituições em todo o Brasil. Segundo o Instituto, a situação
dos centros de detenção juvenil é desastrosa. A conclusão foi que 71% dos estabelecimentos
não atendem aos requisitos mínimos de higiene, instalações físicas, atendimentos
médico, jurídico e educacional exigidos pelas Nações Unidas.
Carência
infantil
São
muitas as crianças que vivem nas comunidades carentes e que passam por problemas
emergenciais. “Um dos maiores desafios está sendo a situação das drogas; elas
estão aspirando solventes. Essa droga é muito perigosa porque destrói as células
nervosas”, diz o professor Roberto Santos, coordenador da Associação Beneficente
“Amar”.
Santos comenta que, por exemplo, se os pais estão passando por
necessidade, acabam ficando impacientes com as crianças que estão dentro de casa,
sem lazer algum. Principalmente por ser muito comum o consumo de álcool e de drogas
por parte dos pais”, comenta.
Para o coordenador, o trabalho de prevenção
deve ser feito com a criança e a família. Seu dia deve ser ocupado com atividades
educativas, esportivas e de lazer. “Essa é a melhor maneira para se prevenir os
problemas familiares”, conclui.
A IURD ensina os pequeninos
No Brasil, as crianças têm sido vítimas do descaso dos governos que, pela falta
de Deus em seus corações, aproveitam a miséria e o caos em que elas vivem, especialmente
as mais pobres, para corrompê-las moralmente e destruí-las espiritualmente.
Para
o tráfico de drogas, as crianças são úteis como transportadoras e soldados da
droga. Para os rufiões (cafetões e cafetinas), elas servem para atender a satisfação
de fantasias animalescas de pessoas que demonstram, às escondidas, a sua crueldade
e o seu instinto criminoso. Aqueles que detêm o poder sabem, mas pouco fazem para
inibir a proliferação do turismo sexual, especialmente quando envolve crianças.
Há quinze anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente, os
resultados esperados ainda não vieram de forma efetiva. O governo não dá a devida
importância aos programas destinados a proteger os pequenos reféns da corrupção
social. Crianças que vivem na rua sem amparo de suas famílias, à mercê das suas
próprias sortes, sofrendo todo o tipo de violência, sem qualquer proteção do poder
público.
As agressões, que muitos meninos e meninas vêm sofrendo em território
nacional, certamente têm incomodado o nosso Criador. Certa vez o Senhor Jesus
se referiu aos pequeninos afirmando que deles era o reino dos céus (Lc 18.16).
A simplicidade de uma criança foi colocada por Jesus Cristo como condição de acesso
ao reino dos céus (Mt 18.3).
Entretanto, criminosos não combatidos eficientemente
pela estrutura estatal, têm destruído a vidas de milhares de crianças que não
encontram amparo no Estado e na sociedade para defendê-las. As suas simplicidades,
enaltecida pelo Senhor Jesus, têm sido usadas por pessoas entregues ao maligno
para destruí-las. Entretanto, a solução dessa questão está nas mãos daqueles que
crêem em um Deus que pode ajudar o Brasil a reverter essa situação. Isso só é
possível se os brasileiros optarem por governantes que sejam compromissados com
as crianças, como o próprio Deus o é. A criança merece ser protegida como ser
em formação. Ela é o futuro do Brasil e essa questão é de responsabilidade da
sociedade, pois o poder é constituído por ela. Esse quadro de miséria infantil
precisa mudar.
Educando com amor
A
Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) colocou em prática um projeto feito
especialmente para as crianças. Enquanto os pais assistem às reuniões, seus filhos
podem ficar confortavelmente na Escolinha Bíblica Infantil (EBI). Lá, as crianças
participam de palestras e brincadeiras direcionadas ao público infantil. O objetivo
é ensinar a Palavra de Deus, conforme está escrito no Livro de Provérbios 22.6:
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho,
não se desviará dele”.
Milhares de crianças, entre 0 e 10 anos, são
assistidas por voluntárias em todas as IURD do Brasil. Elas são treinadas por
profissionais especializados nas áreas de psicologia e pedagogia. Os menores recebem
orientação espiritual para tornarem-se adultos felizes na comunhão com Deus.
Para
os pais que têm bebês, também foi reservado um espaço todo especial. O berçário
conta com voluntárias preparadas para cuidar com todo o carinho dos pequeninos.
As crianças ficam divididas em salas separadas por faixa etária: 2 e 3 anos, 4
e 5 anos, 6 e 7 anos, 8 a 10 anos e pré-adolescentes, e está aberta para todos.
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