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Pimenta emagrece e reduz o colesterol
Fruto reúne medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope e vitaminas.

Agência Unipress Internaional

Os benefícios da pimenta são conhecidos há muito tempo pelos povos primitivos. Nas Américas, o fruto já era usado até para aliviar dor de dente e de estômago. Isso há pelo menos dois mil anos. A pimenta pertence à família Solanaceae e ao gênero Capsicum. No Brasil, é cultivada principalmente nos estados de MG, BA e GO e é consumida no Brasil principalmente na forma de conserva de fruto inteiro em vinagre ou azeite. O sabor ardido da pimenta deve-se à presença da capsaicina, substância química que dá à pimenta o seu caráter picante, e é exatamente esta que possui as propriedades benéficas à saúde. A capsaicina tem propriedades medicinais comprovadas e, segundo pesquisas já testadas, atua como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos, previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita hemorragias, aumenta a resistência física. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar.

Pesquisa realizada pela Faculdade de Nutrição da PUC-RS comprovou que a pimenta diminui mesmo o risco de doenças cardiovasculares, maior causa de mortes no Brasil. Durante 15 dias, um grupo de ratinhos recebeu uma pequena dose de extrato de pimenta-dedo-de-moça. O resultado impressionou os pesquisadores, já que foi constatada uma redução em torno de 45% do colesterol total dos animais que consumiram a pimenta. Segundo os nutricionistas que acompanharam o trabalho, o que reduziu quase pela metade a gordura do sangue nos ratinhos foi a capsaicina, o princípio ativo da pimenta, que dá a ela o gosto ardido. Além de todos os benefícios, já foi comprovado que o consumo de pimenta também controla os níveis de glicose no sangue, aumenta a capacidade pulmonar e ajuda no tratamento da rinite alérgica.

Os cientistas ainda não conseguiram determinar quanto é necessário consumir para que a pimenta traga todos esses benefícios para o corpo humano. Existe um consenso de que o brasileiro come menos pimenta do que deveria. Na Tailândia, por exemplo, o consumo chega a dez gramas por dia. No Brasil, não passa de meio grama por pessoa.
A pimenta é cultivada em regiões de clima tropical com precipitação pluviométrica variável de 600 a 1.200 mm e uma temperatura média em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o desenvolvimento vegetativo da planta. O solo mais recomendado é o que apresenta textura leve com pH entre 5,5 a 6,0, com boa drenagem.

Variedades

As pimentas mais cultivadas no Brasil são: a) pimenta malagueta – fruto de 2cm de comprimento e em média 0,5 cm de largura e coloração vermelha forte;
b) pimenta comari – fruto esférico e vermelho-escuro;
c) pimenta de cheiro – fruto esférico e cor amarela;
d) pimenta chifre de veado – cor vermelha ou amarela e frutos com 5 a 7 cm de comprimento e 1,5 de largura, apresentando curvas na extremidade.

A colheita é feita manualmente, de 100 a 120 dias após o plantio. O rendimento médio por hectare varia de um cultivo para o outro. A malagueta produz 10 t/ha. A colheita no primeiro ano sempre é maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.

Comercialização
O mercado para a industrialização da pimenta consiste, basicamente, na secagem, na conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite. A variedade deve apresentar frutos com boa aparência, uniformidade no tamanho e na forma, polpa firme e boa conservação. Geralmente se comercializa em caixas de 12 kg. As pimentas menores são embaladas em garrafas, em conserva com vinagre, sal e óleos comestíveis. É muito comum a comercialização em feiras livres ou indústrias de conservas.